terça-feira, 31 de maio de 2011

Deus e o Diabo na terra do sol



Deus e o diabo na terra do sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha.
Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia)
O filme que você confere hoje (31 de maio) no cineclube Budega conta a historia do Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.
Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cinema, Aspirinas e Urubus


Cinema, Aspirinas e Urubus

Na proxima Terça Feira (24 de maio), o cineclube budega exibe Cinema, Aspirinas e Urubus o filme começa em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio "milagroso" para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri

Primeira peça de Gianfrancesco Guarnieri, Eles não usam black-tie, de 1958, foi encenada pela primeira vez quando o movimento Cinema Novo começava a surgir e a convocar a arte ao neo-realismo. No lugar de cenários pomposos e figurinos luxuosos, ficaram apenas os elementos de cena indispensáveis. Ao invés de personagens ricos e nobres, operários e moradores do morro tomaram o palco. Ali, em plenos anos 50, negros eram cidadãos comuns. Pela primeira vez, os conflitos da realidade brasileira ganhavam espaço na caixa cênica.

Eles não usam black-tie situa-se numa favela, nos anos 50, e tem como tema a greve, e ao lado da greve a peça tem como pano de fundo um debate sobre as grandes verdades eternas, reflexões universais sobre a frágil condição humana, sobre os homens e seus conflitos. É a história de um choque entre pai e filho com posições ideológicas e morais completamente opostas e divergentes, o que, por sinal, dá a tônica dramática ao texto.

O pai, Otávio, é operário de carreira, um sonhador, um idealista, leitor de autores socialistas e, ao mesmo tempo um revolucionário por convicção e consciente de suas lutas. Forte e corajoso entre os seus companheiros, experimentou várias lideranças, algumas prisões, com isso ganha destaque entre os seus transformando-se num dos cabeças do movimento grevista.

O filho, Tião, em razão das prisões do pai grevista, é criado praticamente, na cidade, longe do morro, com os padrinhos, sem conviver com esse mundo de luta e reivindicação da classe operária. Hoje adulto e morando no morro com os pais, vive um dos maiores conflitos de sua vida. Em primeiro lugar não quer aderir à greve, pois acha que essa é uma luta inglória, sem maiores resultados para a classe. Em segundo lugar pretende se casar com Maria, moça simples, porém determinada e leal ao seu povo, e está esperando um filho seu. Desta forma, Tião está mais preocupado com o seu futuro do que com a luta de seus companheiros, que sonham com melhores salários. Para Tião, greve é algo utópico. Ele não tem tempo para esperar, precisa resolver seus problemas de imediato, ou seja, se casar.

É preciso esclarecer que Tiäo, ao contrário de seu amigo Jesuíno, malandro, fraco e oportunista, é um jovem corajoso, mesmo porque fura a greve sem medo dos companheiros, achando que está agindo corretamente. Por essa atitude, acaba perdendo a amizade de todos de seu grupo, restando apenas um colega da fábrica e João, irmão de Maria, um homem ponderado e maduro capaz de compreender a situação conflitante vivida pelo amigo Tião e ainda apoiar sua irmã neste momento difícil.

Na realidade, Tião não tem medo do confronto com o inimigo. O seu medo é outro, é o grande medo de toda a sociedade, o medo de ser pobre, por isso quer subir na vida e deixar para trás a condição difícil e miserável do morro, que, por sinal, é desafiada cotidianamente pela coragem e bravura de Romana, sua mãe, mulher de pulso e determinação e responsável pelo equilíbrio da casa e da família.

Eles não usam black-tie é um texto político e social, sempre atual no qual Gianfracesco Guarnieri criou de um lado, personagens marcantes e populares como Terezinha, Chiquinho, Dalvinha e Jesuíno que nos revelam um mundo alegre, descontraído e aparentemente feliz. Já por outro lado a peça se apresenta forte e densa revelando de maneira real os conflitos que atormentam personagens como Otávio, Romana, Tião, Maria e Bráulio. São tais encontros e são esses momentos alegres e comoventes , que nos provocam o riso e a dor, alegria e tristeza. Assim, se por um lado mostra um olhar profundo dentro da sociedade brasileira, por outro esse olhar vem embalado por um valor poético materializado na visão romântica do mundo de seus personagens.

Embora, na convencional teoria de dramaturgia teatral não se enquadre essa abordagem, o drama social é de natureza épica e por isso mesmo uma contradição em si mesma. Aqui, novamente Guarnieri quebrou também outra regra essencial, presente nos manuais do "bom drama": ao invés de trazer personagens "superiores" como protagonistas, ele se utilizou de gente humilde, trabalhadores comuns, para conduzir sua história. Mesmo as mais simples metáforas, foram pinçadas nos mais básicos valores de nossa cultura popular, como por exemplo, na metáfora do amor, o feijão, prato massivo na América do Sul, teria um "coração de mãe".

A temática não é política, muito menos panfletária. O que discorre são relações de amor, solidariedade e esperança diante dos percalços de uma vida miserável. Assim, a peça alia temas como greve e vida operária com preocupações e reflexões universais do ser humano. Sob o olhar de Karl Marx, em um retrato iluminado por um feixe de luz na parede do cenário, o debate entre a coletividade e o individualismo, simultaneamente cru e sensível, vai crescendo.

Eles não usam black-tie é um marco do teatro de temática social.

Foi com a encenação de Eles não usam black-tie, que se iniciou uma produção sistemática e crítica de textos dispostos a representar as classes subalternas, com ênfase para a representação do proletariado. Nesse sentido, a peça de Guarnieri insere-se num quadro que se ampliou a partir da década de 1950, quando surgiu uma dramaturgia com preocupações ligadas à representação de uma camada específica da sociedade brasileira e, para além disso, em busca da construção de uma identidade nacional pautada em variedades culturais internas.
Confira este super longa hoje no cineclube Budega - 10 de Maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tocaia no asfalto

Tocaia no asfalto é um dos pontos máximos do ciclo baiano de cinema no começo dos anos 1960. A história de um jovem político idealista de Salvador é narrada em paralelo à de um matador que chega do interior com a missão de eliminá-lo. O coronelismo, a violência e a política da época são temas centrais do filme. Os personagens são representados por Geraldo del Rey e Agildo Ribeiro, este num raro papel dramático. O thriller é uma excelente referência sobre questões brasileiras e a própria linguagem audiovisual, ao se aproximar da narrativa do norte-americano D. W. Griffith e da montagem do russo S. M. Eisenstein. A fotografia de Hélio Silva por si só constitui um documento da história do cinema brasileiro. Confira nesta quinta feira (05 de maio) as 19:00 H, na Sessão Repeteco do Cineclube Budega

Crítica

Gustavo Galvão*

Em conversa reservada com um coronel, numa cidade qualquer da Bahia, um candidato a governador negocia obras por votos. Mais precisamente, 50 mil votos por quatro açudes. Alguns anos antes, um delegado também negociava pessoas. Para aliviar a superlotação em sua cadeia, oferece uma dezena de presos a outro delegado, no interior de Alagoas. Ele ouve como resposta: “Minha cela é para dez homens e tem mais de 40”. Estamos no início dos anos 1960. Poderia ser o início do século 21.

Pouco (ou quase nada) mudou desde que Tocaia no asfalto bateu nas telas pela primeira vez, em 1962. “Você conhece a Bahia?”, pergunta um agente ao matador de aluguel, logo no início do filme, ao encomendar um serviço no Estado. A frase introduz ao espectador a verdadeira Bahia. Mais que um bom thriller político, a obra prima de Roberto Pires é uma declaração de princípios. A visão do diretor pontua o discurso do amargo pistoleiro Rufino (brilhante atuação de Agildo Ribeiro) e do idealista deputado Ciro (Geraldo Del’Rey). Eles revelam os mecanismos de uma sociedade corrupta em todas as camadas.

Tudo é Brasil, bem Brasil. O filme se desenvolve em dois níveis, dois mundos paralelos. O mundo da alta sociedade contrasta como submundo. As classes são diferentes, mas são muitos os pontos de contato. Há uma crítica dupla aqui. Se os poderosos ditam as regras, isso resulta da apatia daqueles que estão à margem. O personagem de Agildo Ribeiro é o diferencial: embora seja um matador, ele não é frio. O ódio que sente pelo assassinato do irmão tem algo de genuíno, inspira ele uma sensação de injustiça crucial.

Rufino se insere numa longa tradição de anti-heróis, facilmente identificável nos filmes de Nicholas Ray ou Samuel Fuller. Ele não se sente cômodo com padrões e desponta como uma semente de transformação. Por mais que suas motivações pareçam rasas hoje, não se perde o simbolismo. É ele quem quebra a lógica de uma realidade plausível — e atual.

Tocaia no asfalto marca o auge de um cineasta a ser redescoberto. Três anos depois de realizar o primeiro longa-metragem baiano (Redenção, 1959) e no impulso do cultuado A grande feira (1961), ele fez uma insólita ponte entre o cinema policial hollywoodiano e a geração do Cinema Novo, que começava a ganhar espaço com sua postura de confronto. Por trás das boas intenções, há uma proposta estética pulsante, que combina a urgência da temática coma necessidade de criar, de fazer.

As virtudes desse cineasta inquieto saltam aos olhos já na apresentação de Rufino, com uma bela variação de planos. Existe uma espontaneidade intrínseca a ela, a despeito do rigor estilístico. Se chega a ser econômico em outros instantes, Pires jamais deixa de ser claro. Não por acaso, essa crítica ao Brasil coronelista se encerra com outra frase digna de nota. Ao cumprir um serviço, outro matador de aluguel diz: “Um já tá despachado, qual é o próximo?”. Sem mais palavras.

* Atuou no jornal Correio Braziliense como crítico e repórter de cinema, entre 1996 e 2003. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília, fez especialização em Cinema na Espanha. É curador de mostras audiovisuais e dirigiu sete curtas de ficção, entre eles o premiado A vida ao lado (2006), exibido em 25 festivais no Brasil e no exterior.

terça-feira, 3 de maio de 2011

CINECLUBE BUDEGA, RECEBE TITULO



Os cineclubistas Vinicius de Souza Faria “Cazuza” e Marta de Souza de Sá, foi homenageado no inicio da manha (01 de Maio) na câmara municipal de Ubaporanga, pelo vereador Nelson Carioca (PPS) pelo trabalho dedicado ao cineclube Budega e a cultura de Ubaporanga, recebendo titulo de moção

 

“Fico feliz, porque depois de grande trabalho pela cultura esta é a primeira vez que o meu trabalho como fomentador cultural é reconhecido de público e por legisladores do município”, afirmou Vinicius Faria


 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O velho - a história de Luís Carlos Prestes


O velho - a história de Luís Carlos Prestes

A partir de depoimentos de testemunhas da história, imagens de época e com uma narração informal, entremeados por pequenos respiros poéticos, o documentário conta a história do líder de esquerda Luiz Carlos Prestes (1898-1990). De líder tenentista a secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o “Cavaleiro da Esperança” foi um dos personagens mais emblemáticos da história do Brasil no século 20.

Confira nesta terça dia 03 de maio apatir das 19 H, no Cineclube Budega

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Carmen Miranda: Bananas Is My Business

Obra ficcional sobre Carmen Miranda, cantora que conquistou a América com seu "jeitinho brasileiro", apesar de ser portuguesa
O documentário de Helena Solberg sobre a vida da cantora e atriz estréia nos EUA com ótimas críticas.
É raro ver a estréia de um filme dirigido por um brasileiro, especialmente no Exterior e recebendo boas críticas. É o caso de Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de Helena Solberg, documentário sobre a vida da artista que estreou em Nova York, com críticas entusiasmadas da imprensa local. O filme, que estréia no cineclube Budega, no dia 26 de abril em Ubaporanga Minas Gerais, conta a história de uma das mais famosas - porém misteriosas e mal-compreendidas - figuras da vida cultural brasileira.
Helena usou cenas de arquivo e entrevistas com contemporâneos de Carmen, entre eles sua irmã Aurora e seu ex-amante e companheiro de música Aloysio de Oliveira, entremeadas por cenas ficcionais (Carmen é interpretada pela atriz Letícia Montes e pelo ator Erick Barreto) para contar casos da vida de Carmen, que em 1945 era a artista mais bem paga em Hollywood.
A diretora acha que seu filme pode vir a desfazer a incompreensão que ainda existe no Brasil e nos EUA em torno da figura de Carmen, que morreu de um ataque cardíaco em 1955, aos 46 anos, sem ter conseguido escapar do estereótipo de mulher tropical que ela mesma havia criado.

A vida de Carmen Miranda, bem diferente do símbolo
hollywoodiano. O documentário de Helena Solberg retrata
Carmen Miranda como prisioneira dos seus exóticos trajes.

Stephen Holden,
do New York Times

Leucemia "Sessão Surpresa"


Leucemina

Nesta terça (19 de abril) rolou uma Sessão supressa do cineclube budega a exibição do curta leucemia que  não esta agendado na nossa programação esta sessão aconteceu entre os filmes da sessão do cinema baiano e da programadora Brasil. Rodamos o curta Leucemia que conta a historia de um casal de  operários brasileiros exilado em Portugal vive um drama no aeroporto de Lisboa, ao entregarem o filho recém-nascido para ser criado no Brasil, pois a mãe da criança está com leucemia e eles não têm mais condições de sobreviver no exílio

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Superoutro


nesta segunda e terça tem filme do cinema baiano Na comemoração dos 100 anos do cinema baiano.


logo após 3 irmãos de sangue (dia 19) as 19h "na sessão fixa da programadora brasil"
E na segunda (dia 18) 19 h samba riachão

domingo, 17 de abril de 2011

Cineclube Budega vira destaque em rede nacional



Através de um edital elaborado pelo Governo Federal, visando fomentar a cultura audiovisual, Ubaporanga foi a única contemplada dentre as cidades da região. O projeto é coordenado pela secretaria de Educação e Cultura.

De acordo com o cineclubista Vinicius de Souza Faria “Cazuza”, serão sessões semanais fixas e aleatórias. Os filmes apresentados serão da programadora Brasil – o município recebeu o direito de exibir filmes.
As entradas são gratuitas e os ingressos serão emitidos minutos antes das exibições. O município, através do prefeito Gilmar Rodrigues, fornecerá o local na Rua Durica Rezende, que será transformado em Casa Cultural.

De acordo com a professora e cineclubista Marta de Souza Sá Rocha, foi realizado um curso de sete dias para as pessoas que estão à frente do projeto.
Para a secretária de Educação, resgatar o cinema no município é um sonho da população. “Ubaporanga já teve cinema e é um resgate do progresso, nossos jovens terão opção de lazer e cultura”, disse.





PARA VER O VIDEO CLICK AQUI CINE BUDEGA

A Casa de Cultura, onde funcionará o cinema, será chamada de Budega, em homenagem ao morador de Ubaporanga já falecido, que fazia divulgação das exibições com alto falante de mão.
De acordo com a diretora do departamento de Cultura e Turismo, Magna Medina, o cinema é um compromisso de campanha firmado pelo prefeito, preocupado em garantir lazer para a população. “Além do resgate histórico, que era nossa principal riqueza, queremos gerar crescimento econômico ao município, convidando as cidades vizinhas a participarem conosco”, afirmou.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Samba Riachão e Três Irmãos de Sangue


Dois bons filme serão exibidos essa primeiro é Samba Riachão conta a historia de um velho que aos 80 anos de idade, Riachão é o cronista musical da cidade de Salvador, tendo vivenciado todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. É através das histórias deste cronista que o filme apresenta um relato histórico da MPB, este filme você confere na Segunda dia 18 de Abril ás 17 h e na terça (19)  na Sessão Fixa rola o Três Irmãos de Sangue mostrando a vida de Betinho, Henfil e Chico Mário e como suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX. Eles contribuíram, cada um a sua maneira, para as principais transformações pelas quais passou o povo brasileiro nesse período, confira uma matéria especial sobre 3 irmãos de sangue.


O documentário "Três Irmãos de Sangue", sobre a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, e com direção e roteiro de Ângela Patrícia Reiniger (contando com Cristiano Gualda como co-roteirista), foi lançado no dia 17 de agosto nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador. 

 O filme mostra a vida de cada um dos três irmãos e como suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX. Eles contribuíram, cada um a sua maneira, para as principais transformações pelas quais passou o povo brasileiro nesse período. Betinho, cientista social, exilado político, fundador da Campanha Contra a Fome e a Miséria e Pela Vida, e indicado em 1994 ao Prêmio Nobel da Paz; Henfil, cartunista que lutou pela volta dos exilados durante a ditadura militar e criou a expressão “Diretas Já” como forma de exigir a volta da democracia ao Brasil; e Chico Mário, músico pioneiro na questão da música independente e compositor de canções contra a tortura. Os irmãos definitivamente sabiam da importância da defesa dos direitos humanos e se esforçaram ao máximo para alcançar esse objetivo.

Hemofílicos, foram contaminados pelo vírus HIV através de transfusão de sangue. Isso os tornou um símbolo da luta contra a AIDS no Brasil. O fato do país hoje ser visto como referência mundial no combate à AIDS tem muito a ver com o pioneirismo deles em relação a essa causa. Para eles, a luta pela vida sempre esteve em primeiro lugar. 

Como diz Frei Betto no início do documentário: “Eram três irmãos embriagados de utopia, no sentido forte dessa palavra, não apenas como um sonho, mas como um projeto que os engajou numa militância permanente”.

Por Trás do Pano

Título original: (Por Trás do Pano)

Lançamento: 1999 (Brasil)
Direção: Luiz Villaça
Atores: Denise Fraga, Luís Melo, Pedro Cardoso, Marisa Orth.
Duração: 90 min
Gênero: Comédia Romântica
Status: Arquivado 


Helena (Denise Fraga) é uma jovem atriz em ascensão que possui muito talento e insegurança e que é casada com Marcos (Pedro Cardoso), um artista plástico que brinca o tempo todo com os medos e o ciúme de sua esposa. Até que um dia ela recebe um convite que será também o maior desafio de sua carreira: encenar uma peça teatral com Sérgio (Luís Melo), um consagrado e talentoso ator que possui também gênio difícil e está em crise amorosa e profissional. Sérgio é casado com Laís (Marisa Orth), uma arquiteta bonita e ciumenta cuja vida conjugal se deteriora ainda mais devido à convivência do ator com Helena, em decorrência dos ensaios da nova peça em que estão trabalhando.


Nesta quinta, dia 14 de Abril de 2011.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O que rolou no Cineclube no dia 12 de Abril


Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício
Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e
23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 apartamentos conjugados, onde moram
cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e
conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

sábado, 9 de abril de 2011

Barravento e Meteorango Kid



Como disse em uma postagem anterior, uma das coisas que pessoalmente  acho que é mais legal no cinema Baiano (e no brasileiro, de forma geral), são os criativos nomes que se dão aos filmes, cheios de significados e estilo. (Como disse antes, adoro esse nome: "Meteorango Kid, o Herói Intergalático".)
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Bom, para esta segunda temos dois filmes em cartaz no Cineclube Budega,  
A primeira sessão nesta segunda, será ás 17:00 Horas, com o filme "Barravento".

Este foi o primeiro longa-metragem dirigido por Glauber Rocha. É um filme de 1962, do gênero drama. A história acompanha um negro educado que volta à aldeiazinha de pescadores em que foi criado para tentar livrar o povo do domínio da religião.

Sinopse: Numa aldeia de pescadores de xeréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. Firmino (Antônio Pitanga) é um antigo morador, que foi para Salvador na tentativa de escapar da pobreza. Ao retornar ele sente atração por Cota (Luíza Maranhão), ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão, Naína (Lucy Carvalho), que, por sua vez, gosta de Aruã (Aldo Teixeira). Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido. O alvo termina sendo a própria aldeia, que passa a ser impedida de pesca.

O termo "Barravento", conforme explicado no início do filme, "é o momento de violência, quando as coisas de terra e mar se transformam, quando no amor, na vida e no meio social ocorrem súbitas mudanças." (É disso que eu tava falando, um nome curto, mas cheio de significado.)


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E o segundo filme da segunda-feira começará ás 19:00Hs e será o grande  "Meteorango Kid - Herói Intergaláctico".

Esse filme é representante legítimo do underground baiano. Surge em meio a um processo delicado da história mundial, um momento em que diversas ditaduras militares se instalam na América Latina. 

Sinopse: Lula, protagonista de Meteorango Kid, é um jovem de família de classe média alta que vaga sem causa alguma pelas ruas de Salvador. Nessa trajetória ele cruzará com várias figuras contestatórias que desafiam as normas do sistema. Fantasia e realidade se misturam sem hierarquia e sem que o público possa definir claramente onde começa uma e termina a outra. 

O filme oferece um retrato da juventude brasileira que procura descobrir como agir (ou não agir) em plena linha dura do regime militar. A ausência de sentido é o próprio tema do filme. Também em diálogo com o tropicalismo e com a arte pop, o filme não hesita em antropofagizar o "cinemão" americano e é recheado de citações a heróis como Batman, Robin e Tarzan. 

A excelente seqüência de abertura mostra Antônio Luiz Martins trajado de Cristo e culmina com a agonia do Messias, retratada numa colagem de closes feitos sob diferentes ângulos e sem continuidade.
Taí, dois bons filmes pra começar bem a semana. Então esperamos você lá no Cineclube Budega. 

E lembre-se: O Cineclube mudou de endereço. Agora fica bem na curva da Avenida Padre Rino.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Madame Satã

Hoje Dia 07 de abril será exibido no Cineclube Budega, o  filme Madame Satã ,já exibido no final do ano passado. 

A história do filme é basicamente o seguinte: Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco (Lázaro Ramos),um  artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. 
Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita (Marcélia Cartaxo), prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu (Flávio Bauraqui), seu cúmplice; Renatinho (Felippe Marques), sem amante e também traidor; e ainda Amador (Emiliano Queiroz), dono do bar Danúbio Azul.
É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã, nome retirado do filme Madame Satã (1932), dirigido por Cecil B. deMille, que João Francisco viu e adorou.

O que há de mais especial desta Sessão Repeteco que começa as 17:00 Horas o filme, é que ela já acontece nas novas instalações do Cineclube Budega, na Avenida Padre Rino, bem na curva. (É que o novo local é tão novo tão novo que ainda não tem número, mas se você conhece Ubaporanga, sabe de onde estamos falando.)

Então é isso, visite o novo ambiente do Cineclube, venha ver o filme e conhecer o espaço do cinema em Ubaporanga.

domingo, 3 de abril de 2011

Angeli e seus personagens Rock'n Roll.

Pedimos desculpas. Um pouco (muito) atrasados em anunciar o próximo filme em cartaz devido a um contratempo chamado "falta de tempo". Mas eis que o cartaz desta terça-feira é duplo e muito legal. Vai ser o dia do Angeli no Cineclube Budega. (E pra quem não conhece o Angeli, ainda, joga no Google aí.)


Bom, o primeiro filme trata-se de Wood 
& Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll que é mais ou menos assim: Em uma festa na virada para 1972, na casa de Cosmo, estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico 
e Meiaoito, que vivem intensamente o barato do flower power ao explodir dos fogos de ano novo. 


Trinta anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista. Família, filhos, trabalho, contas a pagar e solidão são conceitos que não combinam com o universo inconseqüente desses "bichos-grilos'' perdidos no tempo. O jeito é dar ouvidos à voz sábia de Raulzito e ressuscitar a velha banda de rock'n'roll.



O segundo filme da noite será o "
Dossiê Rebordosa" filme em stop-motion num estilo de documentário muito legal, que investiga as razões por trás da decisão do cartunista Angeli de matar uma de suas mais famosas criações, a diva underground Rê Bordosa.

 Todos os dois são muito bons e mostram bem como anda o nível das animações nacionais e como não ficamos para atrás  quando o assunto é fazer filmes de animação.
Então é nesta terça, o primeiro filme ás 19:00Hs e o segundo filme ás 20:50Hs.

E vale avisar que o Cineclube está de mudança. Em breve falaremos sobre isto, sobre o novo endereço e sobre mais algumas coisas que andam acontecendo nestes últimos dias por aqui. 


Aguarde. :)




sexta-feira, 25 de março de 2011

É Simonal

Neste sábado ninguém poderá dizer que não há nada em Ubaporanga para se ver ou fazer. O Cineclube Budega estará apresentando o filme “É Simonal”. Este filme de 1970 é uma comédia musical estrelada pelo cantor Wilson Simonal, que na época era um dos maiores ídolos do show business nacional. O filme foi dirigido por Domingos Oliveira, um dos grandes diretores do cinema brasileiro, e traz Simonal muito à vontade em meio a shows, muita música e divertidos esquetes de humor.

É uma divertida e despretensiosa comédia musical, misto de documentário e ficção, feita para aproveitar o impressionante sucesso do cantor Wilson Simonal fez naquele momento. 
No filme ele interpreta a si mesmo no papel de um músico famoso que se envolve com uma fã que se faz passar por jornalista. Com um tom quase anárquico e fotografia do premiado Dib Lutfi, o filme vale também como registro daquela época, com cenas do famoso show em que Simonal lotou o Maracanãzinho, levando a plateia ao delírio.
Simonal fez um sucesso merecido, já que era dono de uma voz privilegiada e de um magnetismo pessoal capaz de encantar multidões.

Então é sábado, ás 19:00 Horas. E de acordo com a programação semanal do cinema, depois do filme começa o forró da terceira idade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mostra de Cinema Baiano

Neste próximo mês o Cineclube Budega estará realizando uma “Grande Amostra do Cinema Baiano”.
Trata-se de uma coleção de trinta filmes reunidos em comemoração aos cem anos do cinema baiano. A equipe do Cineclube Budega recebeu este material no início do ano e depois de assistir, decidiu fazer uma mostra especial, pois tratam-se de ótimos filmes.



A Bahia sempre se destacou pela riqueza cultural e artística. Cantores, atores, cineastas, mas pouca gente sabe do quanto já se produziu em matéria de cinema por lá e como eles são criativos.
Basta observar os títulos de algumas das produções que exibiremos para perceber a criatividade baiana de que falamos. “O mágico e o Delegado”, “O Capeta Carybé”, “Caveira myfriend”, e meu título preferido: “Meteorango Kid – Herói Intergalático.(eu queria ter feito um filme que tivesse esse nome)

A amostra terá realmente muita coisa interessante e vale a pena passar lá no Cineclube para ver.




Então relembrando: Vai acontecer durante todas as terças do mês de Abril, e as exibições começarão sempre ás 17:00 horas. Tem curtas-metragens, longas, e animações, todas evidenciando o estilo baiano de fazer cinema. 

domingo, 20 de março de 2011

Programação Semanal do Cineclube

A coordenação do Cineclube Budega divulgou a nova programação semanal de
atividades culturais variadas que serão disponibilizadas no espaço do Cineclube.
Vai ter um pouco de tudo. Veja:






































Esses horários mencionados na observação são reservados a exibição de filmes
por professores, para alunos, seja da rede municipal ou estadual. Mas a coordenação está sempre aberta a sugestões e ideias que possam incrementar a programação do Cineclube, portanto, são bem-vindas sugestões através de comentários aqui no blog ou pessoalmente bastando procurar a Martinha e/ou Vinícius (cazuza), no Cineclube ou na Prefeitura.


Depois vamos colocar aqui o cartaz de cada evento destes.

sábado, 19 de março de 2011

Matinê de Carnaval

De 05 a 07 de março aconteceu em Ubaporanga o Carnaval 2011, organizado pela secretaria de educação, esporte, cultura, lazer e turismo. Shows, desfiles e roda de pagode animaram a cidade. E dentro da programação, a secretaria não deixou de pensar um momento em especial para as crianças. No Domingo aconteceu uma sessão de matinê no Cineclube Budega. 
E apesar da chuva, muitas crianças foram até o cineclube e puderam brincar e pular o carnaval, contando ainda com voluntários da Ação social que fizeram pintura e tatuagens a tarde toda deixando a garotada de cara pintada. 
Durante a sessão aconteceu ainda uma visita surpresa do prefeito Gilmar que conversou e brincou com as crianças, tirou algumas fotos e distribuiu balas e pirulitos juntamente com a Secretária de administração Virgínia Helena.


De acordo com Marta, coordenadora do Cineclube Budega, o espaço está ampliando a sua função cultural e social com ações como esta. Esperamos em pouco tempo transformá-lo em um centro cultural onde reuniremos projetos, amostras e eventos variados que existem na nossa comunidade e região.


A intenção é sempre reservar, na programação de qualquer evento realizado pela prefeitura, um espaço para a participação das crianças da comunidade.


A participação delas é essencial.